"A vida de todos os dias não me interessa. Procuro apenas os momentos elevados. Estou de acordo com os surrealistas quanto à procura do maravilhoso.
Quero ser uma escritora que lembre aos outros que estes momentos existem. Quero provar que existe um espaço infinito, um sentido infinito para as coisas, uma dimensão infinita.
Mas não estou naquilo que se pode chamar de estado de graça. Tenho dias de iluminação e febre. Há dias em que a música para na minha cabeça. Então remendo meias, limpo árvores, apanho frutos, dou brilho ao mobiliário, mas enquanto faço isto, sinto que não vivo."
- Anais Nin
As coisas ordinárias são insignificantes para mim. É embrutecer a cada dia que se torna igual aos demais, porque tudo que é igual , é inerte. Em todos os lugares, ninguém consegue ouvir a minha voz, embora eu tanto fale. Sinto necessidade de tirar o véu do meu mundo a alguém capaz de entender o que não se pode entender. Mas, muitos ao meu lado estão cada vez mais distantes. Seria uma insistência inútil procurar um sentido ínfimo para cada momento, como se fosse tempo perdido o que se gasta com a pormenores da utilidade. Uma expectativa insustentável. Espero algo surpreendente que acalme a minha sede de êxtase, mas cada fim de dia me confina num silêncio despótico e ensurdecedor.

1 comentários:
ah, que blog conceitual e inteligente, tens sensibilidade, viu? te seguirei! abs
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